Como conseguir clientes de guincho
Você tem guincho, sabe rebocar, conhece a cidade de cor — mas a corrida nunca chega na hora certa. Ou você depende de uma central de seguradora que paga pouco e demora pra repassar, ou fica refém de um ou dois mecânicos que te chamam só quando lembram. No fim do mês, o caminhão fica parado mais do que roda, e parado guincho só dá despesa: prestação, IPVA, seguro, diesel e manutenção que não esperam.
Este texto é pra quem vive disso de verdade. Vou te mostrar quanto cobrar por um reboque sem deixar dinheiro na mesa nem assustar o cliente, o que é preciso pra rodar legal (RNTRC, CNH e o que a fiscalização cobra), e como ter um fluxo constante de chamadas de quebrou-na-rua, batida e transporte de veículo sem ficar pedindo indicação.
Quanto cobrar por um reboque
Reboque se cobra em duas partes: a saída (a taxa só de você sair com o caminhão e chegar no local) mais o por-quilômetro rodado com o veículo em cima. Numa cidade média, a saída costuma ficar entre R$ 80 e R$ 150, e o quilômetro rodado entre R$ 4 e R$ 8. Um carro quebrado a 12 km de distância, então, sai algo como R$ 120 de saída + 24 km (ida e volta) a R$ 5 = R$ 120, fechando perto de R$ 240. Use sempre ida e volta no cálculo: você roda os dois trechos, mesmo que o cliente só veja um.
Madrugada, domingo e feriado custam mais — é normal cobrar 30% a 50% a mais entre 22h e 6h, porque é quando ninguém quer sair e é quando mais te chamam. Serviço pesado também muda o preço: carro de câmbio automático travado (precisa rodar com as rodas no ar), veículo em ribanceira, moto, ou guincho de garagem subsolo com pé-direito baixo dão mais trabalho e justificam acréscimo. Já transporte agendado de veículo entre cidades é outra tabela: aí vale fechar por viagem fechada, considerando pedágio e diesel.