A van está na garagem, a CNH está em dia, você conhece a cidade de olhos fechados — mas o mês fecha com o veículo rodando só metade dos dias úteis. Fretamento é negócio de ocupação: a van parada continua gerando parcela, seguro, IPVA e manutenção, e cada sábado sem corrida fechada é prejuízo que não volta. O problema raramente é o seu serviço; é que a empresa, a escola e o grupo de excursão do seu bairro não sabem que você existe, e quando alguém precisa de transporte pega a indicação que aparecer primeiro no grupo.
Este artigo é direto pra quem tem van e vive de fretamento: quanto cobrar por viagem, por dia e por km sem rodar no prejuízo, o que você precisa de verdade pra rodar legal (CNH D, curso de transporte de passageiros, vistoria e a autorização certa pro tipo de fretamento que você faz) e como conseguir clientes de van e fretamento no seu bairro o ano inteiro — escolar, empresarial, excursão e evento. Sem promessa de van cheia da noite pro dia, com números que fecham a conta.
Fretamento não tem tabela única: o preço muda com a distância, o tempo que a van fica à disposição e o tipo de contrato. Pra viagem avulsa (bate-volta de um dia, ida a um evento), monte o valor por km rodado mais o tempo parado esperando. Como referência de 2026, uma van de 15 lugares costuma cobrar de R$ 4,50 a R$ 7,00 por km, com diária mínima a partir de R$ 350 a R$ 600 pra rodízios curtos na região metropolitana. Excursão de bairro pra litoral, parque ou santuário de fim de semana fica entre R$ 1.200 e R$ 2.500 dependendo da distância, pernoite e número de dias.
Monte o preço por dentro, nunca no chute. Some o combustível real (uma van diesel faz de 8 a 11 km/l — calcule pelo trecho), pedágio, o desgaste por km (pneu, óleo, freio, revisão giram fácil R$ 1,00 a R$ 1,50 por km), a parcela do financiamento rateada, o seguro obrigatório de passageiro e o seu dia de trabalho. Se você não puser a depreciação e a manutenção na conta, a viagem parece lucro e na hora da revisão vira buraco. Pernoite tem custo de motorista (hospedagem e alimentação) que entra no orçamento — deixe isso claro no fechamento.
Fretamento contínuo é onde mora a estabilidade: contrato mensal de escolar ou de levar e trazer funcionário de empresa todo dia. Aqui você cobra um valor fixo por passageiro/mês (escolar costuma ficar entre R$ 250 e R$ 450 por aluno, conforme distância e período) ou um pacote fechado com a empresa pela rota. O contínuo paga menos por viagem que o avulso, mas garante a van rodando e o caixa previsível — é o que sustenta o negócio enquanto a excursão de fim de semana é o extra que engorda o mês.
Aqui não dá pra improvisar, porque transporte de passageiro é fiscalizado de verdade. O básico do motorista: CNH categoria D (a partir de 8 passageiros, fora você), o curso especializado de transporte coletivo de passageiros previsto na legislação e a observação 'exerce atividade remunerada' (EAR) na habilitação. Rodar sem isso é multa gravíssima, retenção do veículo e risco que nenhum seguro cobre se der acidente. A van também precisa estar em dia: vistoria/inspeção periódica, tacógrafo quando exigido, e o seguro de responsabilidade civil dos passageiros — sem ele você responde sozinho por qualquer dano.
A autorização certa depende de QUEM você transporta e até onde. Fretamento e escolar dentro do município costumam exigir cadastro/alvará na prefeitura ou no órgão municipal de transporte (na Grande São Paulo, por exemplo, escolar é na prefeitura de cada cidade). Fretamento intermunicipal dentro do estado normalmente passa pela agência estadual de transporte (tipo EMTU/DER, conforme o estado). Já fretamento interestadual ou internacional exige autorização da ANTT, com a van cadastrada e o termo de fretamento (a lista de passageiros) a bordo. Não invente: levante na sua cidade e no seu estado exatamente qual cadastro o seu tipo de serviço pede, porque varia e a fiscalização cobra o documento certo.
No dia a dia, organização evita dor de cabeça. Mantenha a documentação da van e a sua sempre a bordo e válidas, leve o termo/lista de passageiros nos fretamentos que exigem, e tenha um contrato simples de prestação pra excursão e pra contínuo (valor, trajeto, horários, o que está incluso e o que não está). Pra escolar, muitos pais pedem antecedentes do motorista e curso de transporte escolar — ter isso pronto fecha contrato mais rápido. Van limpa, ar funcionando e pontualidade são o que faz o cliente renovar e indicar.
Fretamento é negócio de confiança e de proximidade: ninguém entrega a escola dos filhos ou os funcionários da empresa pra um desconhecido. Seu cliente está na sua região — a escola a três quarteirões, a fábrica do bairro vizinho, o grupo de igreja que faz excursão todo mês, a família que aluga van pra ir ao casamento no interior. O segredo é ser o nome que aparece quando esse vizinho precisa de transporte, com foto da van por dentro e por fora, número de lugares e preço claro. Foto da van limpa, com cinto e ar, vale mais que qualquer discurso.
Diversifique pra não depender de uma fonte só. Escolar e empresarial dão o caixa fixo do ano; excursão de fim de semana, transfer de aeroporto, casamento, formatura e show enchem os buracos e pagam melhor por viagem. Cliente bom de fretamento é recorrente: a escola renova todo ano, a empresa mantém a rota, o grupo de excursão chama de novo no próximo passeio — e cada um desses indica outro. No fim de cada serviço, já deixe combinado o próximo e peça pra te chamarem direto na próxima vez.
Fuja da armadilha de depender só de grupo de WhatsApp do bairro, onde seu anúncio some em dez minutos no meio de mensagem de tudo quanto é assunto. O que enche a agenda é estar num lugar onde a pessoa procura 'van pra fretamento perto de mim' ou 'transporte escolar no meu bairro' e te acha — com foto da van, lugares, preço e a opção de já fechar, sem você ter que responder 'quanto é?' e 'cabe quantos?' o dia inteiro pra quem nem ia fechar.
A Vidi é comércio dentro do WhatsApp: você cadastra seu fretamento tirando foto da van por dentro e por fora e falando o número de lugares e o preço por viagem ou por km. A partir daí, quando alguém do seu bairro procura van pra excursão, transporte escolar ou levar funcionário, você aparece — sem pagar anúncio, sem disputar espaço no feed do grupo do condomínio. É a escola, a empresa e a família vizinha chegando até você, já vendo a van e sabendo o preço.
O pagamento sai do jeito que fretamento pede: o cliente paga por PIX e o dinheiro fica retido com segurança até o serviço ser confirmado — adeus 'te pago depois da viagem' e calote de excursão que cancela em cima da hora. Dá pra fechar o sinal por PIX com a mesma segurança e rodar tranquilo. Seu telefone pessoal fica protegido: o cliente fala com você pela Vidi, e essa carteira de escolas, empresas e grupos de excursão é sua, não some se você trocar de número nem vai parar na mão de concorrente.
Pronto pra começar a vender?
A Vidi é comércio social dentro do WhatsApp. Cadastro por foto, cliente do bairro te acha, PIX na hora.
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