Como conseguir clientes de conserto de eletrodoméstico
Você conserta micro-ondas, geladeira, máquina de lavar e liquidificador, conhece a placa de cada marca de cor, mas o telefone só toca quando o cliente antigo lembra de você. Aí passa uma semana sem chamado, vem três no mesmo dia e você não dá conta. Conserto de eletrodoméstico não é falta de demanda: é falta de cliente novo te achando na hora que a máquina dele quebra.
Este artigo é sobre isso: como conseguir clientes de conserto de eletrodoméstico de forma constante. Vou ser específico no que importa — quanto cobrar de visita e de mão de obra sem dar prejuízo, o que você precisa pra atender em casa do cliente com segurança, e como aparecer pra quem está com a geladeira pingando água agora, no seu bairro, sem torrar dinheiro em anúncio.
Quanto cobrar: visita, mão de obra e a peça
Separe sempre três coisas no seu preço: a visita/diagnóstico, a mão de obra e a peça. A visita é o que cobre seu deslocamento e o tempo de abrir o aparelho pra ver o defeito — cobre entre R$ 60 e R$ 120 dependendo da distância e da marca. A regra de ouro: a visita é abatida do conserto se o cliente fechar, mas você ganha mesmo se ele desistir. Isso te protege de rodar a cidade de graça.
A mão de obra você cobra por tipo de serviço, não por hora, porque o cliente entende melhor preço fechado. Exemplos plausíveis: trocar resistência de máquina de lavar R$ 150 a R$ 250 de mão de obra; reparo de placa de micro-ondas R$ 120 a R$ 200; gás e solda de geladeira R$ 250 a R$ 450; troca de timer ou pressostato R$ 100 a R$ 180. A peça entra à parte, com sua margem — você compra o pressostato a R$ 40 e repassa a R$ 70/80, e isso é normal no ramo, não é roubo: é o seu risco de garantia.