Você resolve travamento, limpa vírus, configura rede, recupera arquivo, monta a impressora que ninguém consegue instalar — e mesmo sabendo fazer tudo isso, vive dependendo do boca a boca do tio que indicou o sobrinho, da mensagem em grupo de condomínio que some no meio de 200 outras, e do cliente que pede pra você "dar uma olhadinha" e some na hora de pagar. O problema quase nunca é técnico. É que o pequeno comércio e a casa do seu bairro não sabem que você existe, e quando precisam de socorro acabam chamando a loja cara do shopping ou o sobrinho que formata e some.
Este texto vai direto ao ponto: como cobrar suporte de TI sem entregar conserto de graça (por visita, por hora e por contrato mensal de manutenção), o que você realmente precisa pra começar a atender — sem inventar exigência que não existe nessa profissão — e como conseguir cliente novo toda semana sem depender só de indicação. No fim, mostro como a Vidi coloca você na frente do escritório, da loja e da família do seu bairro que estão com o computador parado e precisando de alguém agora, sem você pagar anúncio.
O erro mais comum de quem está começando é cobrar "por problema resolvido" ou pior, dar diagnóstico de graça e só cobrar se consertar. Aí você gasta uma hora atrás de defeito, descobre que é o HD morrendo, o cliente não quer trocar e você sai sem nada. Cobre a visita técnica como item próprio: você vai até o local, diagnostica e cobra por isso, independentemente de o cliente aprovar o reparo. Suporte presencial residencial e de pequeno comércio em 2026 fica numa faixa de R$ 80 a R$ 150 a visita/diagnóstico, e a hora técnica de R$ 70 a R$ 130 dependendo da cidade e da complexidade. Suporte remoto (acesso à máquina por software, sem deslocar) sai mais barato e rende mais por hora: R$ 50 a R$ 90 a sessão, e você atende cliente de qualquer bairro sem perder tempo no trânsito.
Tenha tabela por serviço pra não negociar do zero toda vez: formatação com backup e reinstalação de programas R$ 120 a R$ 250; remoção de vírus e otimização R$ 80 a R$ 180; instalação e configuração de impressora ou rede Wi-Fi R$ 70 a R$ 150; upgrade de memória ou troca de SSD R$ 60 a R$ 120 de mão de obra (peça à parte, comprada pelo cliente ou repassada com sua margem); montagem de PC R$ 150 a R$ 300. O grande dinheiro do suporte de TI, porém, não é o conserto avulso — é o contrato mensal de manutenção: você cuida dos computadores, da rede e do backup de um escritório de contabilidade, de uma clínica ou de uma loja por um valor fixo todo mês. Esse fixo costuma ir de R$ 300 a R$ 1.500/mês conforme o número de máquinas, e é receita que cai sem você correr atrás.
Pra chegar no seu número: pense por quanto você quer que sua hora valha (comece em R$ 70/h e suba com reputação), some o deslocamento (cobre taxa extra ou estabeleça um raio de atendimento sem custo), e cobre peça SEMPRE separada da mão de obra — confundir as duas é o que mais gera desconfiança e prejuízo. Para urgência fora de horário (escritório que parou às 19h, comércio no fim de semana), tenha uma tarifa de plantão maior, porque tempo parado custa caro pro cliente e ele paga por agilidade.
A boa notícia: suporte de TI não é profissão regulamentada. Não existe conselho, registro obrigatório nem diploma exigido por lei pra você consertar computador, configurar rede ou fazer manutenção — é profissão livre. Quem te contrata olha se você resolve o problema dele, não carteirinha. Curso técnico ou certificação (CompTIA, fundamentos de redes, certificação de fabricante) ajuda a cobrar mais e a fechar contrato com empresa maior, mas nada disso é obrigatório pra começar a atender a casa e o pequeno comércio do bairro hoje.
O que pesa de verdade é confiança e organização. Você vai mexer no computador da pessoa, ver arquivo, senha, foto de família, dado de cliente do comércio — então postura profissional, discrição e um termo simples de serviço (o que vai ser feito, prazo, valor, e que você não se responsabiliza por dado sem backup prévio) valem mais que qualquer diploma. Ofereça e registre backup antes de formatar: o maior pesadelo do ramo é apagar a foto do casamento do cliente e virar vilão. Para emitir nota e dar segurança ao cliente PJ — que é onde está o contrato mensal bom — formalize como MEI: existe CNAE de suporte técnico em informática e de manutenção de computadores, te dá CNPJ por uma taxa mensal baixa e abre porta pra atender empresa que exige nota fiscal.
Kit pra começar enxuto: uma caixa de ferramentas (chaves, kit de precisão, pulseira antiestática), pen drive com sistema e programas de instalação, software de acesso remoto, antivírus e utilitários de diagnóstico, cabos e adaptadores comuns, e um pen drive ou HD externo pra backup do cliente. Não precisa de bancada cara nem de estoque de peças parado — você compra a peça quando o serviço fecha, ou orienta o cliente a comprar. Comece com o básico, entregue bem, e invista em ferramenta e estoque conforme a carteira cresce.
Indicação é ótima, mas é imprevisível: você não controla quando o computador do vizinho vai pifar. O que dá previsibilidade é estar visível exatamente pra quem está com problema agora e dar prova de que resolve. Comece transformando cada atendimento em recorrência: ao terminar um conserto, ofereça o contrato de manutenção mensal e deixe seu contato salvo como "o técnico do bairro". Um cliente residencial bem atendido indica três, e um escritório satisfeito fecha o fixo mensal que sustenta seu mês.
Foque no pequeno comércio e nos profissionais da sua região: contabilidade, consultório, clínica, escritório de advocacia, papelaria, loja — todos têm computador, impressora, rede e dado que não pode sumir, e quase nenhum tem TI próprio. Esse público paga melhor que residência, valoriza agilidade (computador parado é venda parada) e é onde mora o contrato mensal. Passe nesses comércios, deixe claro que você atende rápido e perto, e ofereça uma visita de avaliação. Mostre que entende de backup e segurança — empresa pequena vive com medo de perder dado e de golpe, e quem traz tranquilidade nisso fecha.
Para clientes novos, o que mais muda o jogo é ser encontrado por geografia e urgência. Quem digita "técnico de informática perto de mim", "conserto de computador no bairro" ou "suporte de TI urgente" deveria cair em você, não na loja cara de outra região que demora dois dias e cobra o triplo. Reduza o atrito: tenha um catálogo com seus serviços e preços visíveis (visita, formatação, manutenção mensal), avaliação real de quem já atendeu, e um jeito de o cliente chamar e fechar na hora — porque quem está com o computador parado não quer orçamento que demora, quer alguém que aparece hoje.
A Vidi é comércio dentro do WhatsApp: você cadastra seus serviços de suporte de TI tirando foto do seu trabalho e falando o preço, e passa a aparecer pra quem está no seu próprio bairro precisando de técnico agora — o escritório com a rede caída, a loja com a impressora travada, a família com o computador cheio de vírus. Sem pagar anúncio, sem disputar atenção com loja grande de outra cidade. É a sua vitrine ligada exatamente onde a casa e o comércio da sua região decidem chamar socorro.
Quando o cliente fecha, ele paga por PIX na hora e o dinheiro fica retido com segurança até o serviço ser entregue e confirmado — acabou o "dá uma olhadinha" que vira conserto e some na hora de pagar, e o calote de quem some depois que o computador volta a funcionar. E o contato fica protegido: o cliente fala com você pela Vidi, sem você precisar entregar seu número pessoal pra qualquer um que pediu orçamento. A carteira de clientes é sua. Sem mensalidade: a Vidi cobra uma taxa única de 5,99% no lançamento (depois 9,99%), só quando você recebe.
Pronto pra começar a vender?
A Vidi é comércio social dentro do WhatsApp. Cadastro por foto, cliente do bairro te acha, PIX na hora.
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