Você conserta computador, formata, tira vírus, instala Windows, configura rede e ainda dá suporte pra meio bairro — mas o trabalho cai por indicação solta, fica semana parado e depois aparecem três chamados no mesmo dia. O problema raramente é a sua mão. É que ninguém sabe que você existe na hora exata em que o notebook da pessoa pifou.
Este texto é prático e direto pra quem é técnico de informática autônomo: quanto cobrar por formatação, atendimento e contrato mensal, como montar um kit pra começar (e o que dá pra começar sem nada), e como conseguir cliente perto de você toda semana, sem depender de "vou te indicar" que nunca vem.
Pare de cobrar "olho". Trabalhe com tabela. Visita técnica / diagnóstico em domicílio costuma sair de R$ 50 a R$ 90 só pra abrir o chamado — e esse valor abate no serviço se o cliente fechar. Formatação com backup, instalação de Windows, drivers e programas básicos roda entre R$ 120 e R$ 250, dependendo se é HD ou SSD e do tempo da máquina. Remoção de vírus e limpeza de sistema, R$ 80 a R$ 150. Troca de SSD ou upgrade de memória: cobre a mão de obra (R$ 80 a R$ 150) por fora da peça, e seja transparente que a peça é à parte.
Para empresa e comércio, o ouro está no mensal. Um contrato de suporte pra um escritório pequeno (3 a 8 máquinas, impressora de rede, Wi-Fi, backup) sustenta de R$ 300 a R$ 800 por mês com atendimento prioritário e um número de visitas inclusas. É previsível, é recorrente e enche o mês independente de quem quebrou o PC hoje. Tenha sempre dois ou três contratos desses rodando — eles pagam o aluguel e o resto vira lucro.
Cobre deslocamento à parte quando for longe, taxa de urgência pra atender no mesmo dia ou fim de semana (de 30% a 50% a mais), e nunca prometa preço fechado antes de ver a máquina quando o defeito é de hardware. Diga o valor do diagnóstico, e o orçamento da peça depois de abrir.
A boa notícia: técnico de informática não tem licença obrigatória nem curso exigido por lei pra atender. Você não precisa de registro em conselho. O que pega clientes maiores é confiança e organização, não diploma. Dito isso, formalizar como MEI (o código de "reparação e manutenção de computadores e equipamentos periféricos" está na lista) custa cerca de R$ 75 por mês de DAS, te dá CNPJ pra emitir nota e abre a porta de empresa, condomínio e quem só contrata com nota fiscal.
No kit de ferramentas o básico já resolve 80% dos chamados: kit de chaves de precisão, pulseira antiestática, pendrive bootável com Windows e com sistema de recuperação, pasta térmica, ar comprimido / soprador, e um pendrive ou HD externo pra backup do cliente. Tenha também suas licenças e ferramentas de remoção de malware em dia. Pra atendimento remoto, AnyDesk ou similar resolve formatação de dúvida, atualização e configuração sem sair de casa — e isso é dinheiro rápido.
Monte um histórico simples por cliente: máquina, o que foi feito, data e garantia que você deu (15 a 30 dias na mão de obra é o padrão). Isso reduz retrabalho de graça e faz o cliente voltar em você, não no concorrente, quando der problema de novo.
Suporte de informática é compra de urgência e de proximidade: a pessoa quer alguém perto, que vá hoje, e que não suma. Por isso a indicação é seu maior canal — mas indicação solta no boca a boca é lenta. O segredo é estar achável no momento da dor. Quem acabou de ver o PC travar ou pegar tela azul vai procurar "técnico de informática perto de mim" no celular; você precisa aparecer aí, não num panfleto que ficou na gaveta.
Trabalhe o pós-serviço: termine o chamado, peça pra salvar seu contato e avise que faz manutenção preventiva. Ofereça "revisão a cada 6 meses" e mande um lembrete — máquina limpa por dentro e backup em dia é serviço recorrente que poucos técnicos oferecem. Some a isso parcerias locais (papelaria, lan house, loja de assistência de celular que não mexe em PC) que te repassam cliente em troca de comissão ou da recíproca.
E feche o ciclo do dinheiro: muito cliente some na hora de pagar, pede "me passa o pix depois" e some, ou some o seu contato e vai no próximo. Receber na hora, com o contato preservado, é o que transforma um chamado avulso em cliente que volta — e é exatamente o buraco que dá pra tapar com a ferramenta certa.
A Vidi é comércio social dentro do WhatsApp. Você cadastra seus serviços — formatação, limpeza de vírus, suporte mensal, atendimento remoto — só tirando uma foto e falando o preço por áudio. A partir daí, quando alguém do seu bairro procura técnico de informática, você aparece. Sem pagar anúncio, sem disputar com loja grande de outra cidade no Google.
E o pagamento resolve o seu maior vazamento: o cliente paga por PIX na hora e o dinheiro fica retido com segurança até o serviço ser confirmado. Acabou o "te pago depois" que vira calote. O contato do cliente fica protegido dentro da Vidi — ele fala com você pela plataforma e não leva seu número pessoal pra repassar pro primo que cobra mais barato. A carteira de clientes que você atendeu é sua.
Pronto pra começar a vender?
A Vidi é comércio social dentro do WhatsApp. Cadastro por foto, cliente do bairro te acha, PIX na hora.
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