Você sabe que dá pra ganhar dinheiro com moto ou carro fazendo entrega, mas a conta nem sempre fecha. App grande fica com 25% a 30% da corrida, manda você cruzar a cidade por R$ 6 e ainda corta sua entrada quando dá vontade. No fim do dia você rodou muito, gastou gasolina, e o que sobrou no bolso foi pouco.
Este texto é direto ao ponto: o que você precisa pra começar a ser entregador de verdade (documento, equipamento e o básico legal), quanto cobrar por entrega sem trabalhar de graça, e como conseguir corrida fixa de comércio do seu bairro — padaria, farmácia, loja, restaurante — em vez de depender só do app pra cair pedido.
A regra que não falha: toda corrida tem um valor mínimo, mesmo a curtinha. Entrega de até 3 km costuma ficar entre R$ 8 e R$ 12 de moto; acima disso, some R$ 1,50 a R$ 2,50 por quilômetro extra. Carro cobra mais — o veículo bebe mais gasolina e estaciona pior. Antes de fechar qualquer preço, calcule seu custo por km: some gasolina, óleo, manutenção da moto e seguro, e divida pela rodagem do mês. Quem anda em moto popular gasta de R$ 0,40 a R$ 0,70 por km só de combustível e desgaste. Se você cobra menos que o custo, está pagando pra trabalhar.
Para lojista, o que vende é previsibilidade. Em vez de cobrar corrida por corrida, ofereça pacote: por exemplo, R$ 250 a R$ 400 por uma rota fixa de meio período, ou R$ 7 por entrega com um mínimo garantido de entregas no dia. Padaria, farmácia e restaurante adoram ter um motoboy de confiança que aparece na hora do almoço e do jantar, porque entregador sumido faz o cliente deles cancelar pedido. Deixe claro o que está incluso: número de paradas, raio de bairro, e a partir de quando vira hora extra.
Pra entregar de moto você precisa de CNH categoria A. Se vai trabalhar de forma remunerada — que é o seu caso — a CNH tem que ter a observação EAR (Exerce Atividade Remunerada) liberada. Sem a EAR, uma blitz pode te multar e tirar pontos. Para conseguir a EAR de motofrete, muitos municípios exigem o Curso de Transporte de Passageiros e o de Mototáxi/Motofrete (os famosos cursos especializados de 30 horas). Confira a regra da sua cidade na prefeitura ou no Detran; em capital grande costuma ter cadastro municipal de motofretista também.
No equipamento, o básico que a lei pede e que protege você: capacete com viseira e antena corta-pipa (aquele aparador no guidão), além do baú/bauleto preso na moto. Vale a pena ter dois capacetes se for levar passageiro, mas pra entrega o foco é o baú e a manutenção em dia. Mantenha o documento da moto pago (licenciamento e IPVA) e considere um seguro contra roubo — moto de entregador é alvo, e perder a ferramenta de trabalho te deixa parado.
No lado do dinheiro, abra uma conta separada e guarde nota de gasolina e manutenção. Você é autônomo: dá pra se formalizar como MEI (categoria de motofretista/transporte de mercadorias existe) e emitir nota pros lojistas, o que abre porta em comércio que só contrata quem dá recibo. Não precisa fazer tudo no primeiro dia, mas ter CNH com EAR e o baú em ordem é o que te deixa rodar sem dor de cabeça.
Quem fica esperando o app tocar ganha o que o app quiser pagar. A virada de chave é ter cliente seu: comércio do bairro que te chama direto e clientes que pedem você de novo. Comece batendo na porta dos vizinhos comerciais — padaria, farmácia, hortifruti, lanchonete, loja de roupa, pet shop. Pergunte quem faz a entrega deles hoje e ofereça preço fixo e horário garantido. Um cartão simples com seu nome, a área que você cobre e o WhatsApp já abre conversa. Dez comércios atendidos rendem mais e melhor que cem corridas avulsas de app.
Reputação no bairro é seu maior ativo. Entregue na hora combinada, avise quando estiver a caminho, trate bem quem recebe. O lojista que confia em você te indica pro vizinho de loja, e cliente satisfeito pede de novo. Esse boca a boca local é o que enche a sua agenda de verdade — e é onde a Vidi entra, porque ela coloca você na frente de quem está procurando entrega ali, pertinho, sem você precisar pagar anúncio.
Na Vidi, o comércio e os vendedores do seu próprio bairro chamam motoboy quando fecham uma venda — e a corrida cai pra você que está perto, dentro do WhatsApp, sem precisar abrir cinco apps. Você se cadastra falando o que faz e mostrando a moto; a partir daí passa a aparecer pra quem precisa de entrega na sua região. Sem anúncio, sem mensalidade.
Cada entrega vem com um código de 4 dígitos que confirma a entrega certa na mão de quem pediu — sem confusão de endereço, sem 'não chegou', sem prejuízo. E o dinheiro da corrida fica seguro: você não corre atrás de cliente que some na hora de pagar, porque o pagamento já está garantido pela plataforma quando a entrega é confirmada.
Pronto pra começar a vender?
A Vidi é comércio social dentro do WhatsApp. Cadastro por foto, cliente do bairro te acha, PIX na hora.
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