Como vender calçados e conquistar clientes
Calçado é um dos produtos que mais sai pelo WhatsApp e, ao mesmo tempo, um dos que mais dá dor de cabeça pra quem revende. O problema raramente é achar fornecedor barato — é acertar a numeração, não travar capital numa grade que ninguém pede e cobrar um preço que ainda deixe lucro depois do que você pagou no atacado e do frete pra trazer a caixa.
Este guia é direto e do ramo. Vai mostrar como montar o preço de um par de forma que sobre margem de verdade, quanto investir no primeiro lote sem se enrolar com grade quebrada, quais numerações compram de cara, e como vender pra cliente do seu bairro que tem medo de errar o tamanho. No fim, mostro como a Vidi resolve a parte mais chata: receber com segurança e não perder a cliente pro contato pessoal.
Quanto cobrar num par: a conta que dá lucro
Calçado de revenda trabalha com markup alto porque o risco de encalhe por numeração é grande e a troca é constante. A régua do varejo de calçado é multiplicar o custo por 2 a 2,5. Comprou uma sandália no atacado a R$ 35, vende entre R$ 70 e R$ 88. Tênis e bota, que têm ticket maior e a cliente compara com loja de shopping, aguentam markup parecido mas em valor cheio: custo de R$ 90 vira R$ 180 a R$ 220 sem susto. Não tenha medo do número — a pessoa compara com a vitrine do shopping, não com a nota do seu fornecedor.
Antes de cravar o preço, some os custos escondidos que comem a margem: caixa, papel de seda, o frete que você pagou pra trazer o lote (calçado é pesado, o frete pesa mais que em roupa), e a taxa de quem processa o pagamento. Reserve também uns 15% mental pra queima de fim de coleção e pra pares que ficam só nas pontas de grade (só 33, só 40). Se você não embutir essa perda no preço dos pares que giram bem, fecha o mês no zero a zero.