Como vender moda praia e conquistar clientes
Moda praia é um dos segmentos mais sazonais que existe: vende muito de setembro a fevereiro e some de inverno. O problema de quem revende biquíni e maiô não é achar fornecedor — é girar a peça antes da estação acabar, não travar dinheiro em grade que ninguém quer e cobrar um preço que dê lucro depois de descontar o que você pagou no fornecedor.
Este guia é prático e direto. Vai mostrar como montar o preço de um biquíni de forma que sobre margem de verdade, quanto investir no primeiro lote sem se enrolar, que tamanhos e modelos compram de cara, e como vender pra mulher do seu bairro que quer experimentar antes de pagar. No fim, mostro como a Vidi resolve a parte mais chata: receber com segurança e não perder a cliente pro WhatsApp pessoal.
Quanto cobrar num biquíni: a conta que dá lucro
Moda praia trabalha com markup alto porque a estação é curta e o risco de encalhe é grande. A regra do varejo de praia é multiplicar o custo por 2,2 a 2,8. Se você compra um biquíni no atacado a R$ 28, vende entre R$ 62 e R$ 78. Maiô e peça única, que têm mais tecido e acabamento, aguentam markup um pouco maior — custo de R$ 45 vira R$ 110 a R$ 130 tranquilo. Não tenha medo do número: a cliente compara com a loja do shopping, não com o preço que você pagou no fornecedor.
Antes de cravar o preço, some os custos escondidos que comem a margem: sacolinha, etiqueta, o frete que você pagou pra trazer o lote, e a taxa de quem processa o pagamento. Reserve também uns 15% mental pra queima de fim de estação — sempre sobra grade quebrada (só P, só GG) que você vai liquidar a preço de custo em fevereiro. Se você não embutir essa perda no preço das peças que vendem bem, fecha a temporada no zero a zero.